A arte é, comprovadamente, terapêutica. Quando crianças, exploramos ao máximo nosso lado criativo de diversas maneiras. Já adultos, deixamos isso de lado, preocupados com nossas responsabilidades. Mas nosso corpo e mente exigem sair dessa rotina frenética para cuidar da nossa saúde mental.

O artesanato, em suas mais diferentes vertentes, pode ser considerada uma forma artística. Em um mundo cada vez mais cheio de cobranças, buscar alternativas que suavizem as pressões do dia a dia é uma ótima ideia. Assim, o que para muitos pode ser considerado um hobby, acaba se tornando terapia.

Este é o caso da Defensora Pública Luciana Salvador Borges, empossada em 2003. A subdirigente do Núcleo de Defesa da Saúde (NUDS) hoje atua em Canela, e conta que sempre gostou de trabalhar na área da saúde. Mas, às vezes, isso pode exigir muito do Defensor. Por essa razão, em 2006, Luciana deu início a um hobby que hoje faz parte de sua vida: o artesanato.

Luciana conta que sempre gostou de trabalhos manuais. Quando pequena, por influência da avó, fazia crochê e tricô. Assim que assumiu como Defensora, disntanciou-se do artesanato, devido à grande carga de trabalho. Três anos depois, quando foi para Canela, a Defensora comenta que uma servidora da DPE da cidade realizava trabalhos com patchwork - trabalho manual com pedaços de tecidos emendados - e que começou a se interessar pelo trabalho.

Apesar das rotinas corridas que um Defensor Público precisa enfrentar, Luciana afirma que sempre tira um tempinho para relaxar e se dedicar ao seu passatempo. “As pessoas, durante a semana, vão assistir a um filme ou uma novela. Eu vou costurar! Isso, para mim, é uma terapia”, afirma a Defensora.

Mas o artesanato e os trabalhos manuais em geral demandam tempo de aprimoramento. No início, Luciana sequer sabia colocar uma linha na agulha. Aos poucos, com o interesse crescendo cada vez mais, foi aprendendo e se dedicando ao seu talento. Assim, sempre que possível, realizava cursos para se aperfeiçoar ainda mais. Sua grande realização aconteceu no último ano, quando comprou uma máquina de costura computadorizada, o que facilita o trabalho.

A maior gratificação para quem trabalha com artesanato é estar com a mente e o corpo saudáveis. “Passamos um dia inteiro em atendimento. Quando a gente sai, parece que todas as nossas energias foram sugadas. Eu chego em casa, fico um pouco com a minha família, e o que vou fazer? Pego um tecido bem bonito e invento alguma coisa. É a melhor terapia”, finaliza Luciana.

Esta reportagem faz parte da série Talentos da Defensoria. Entre em contato com a ADPERGS e mostre também o seu!

25 de Outubro de 2018